As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) constituem o problema de saúde de maior magnitude e são responsáveis por 72% das mortes no Brasil. Divididas em quatro grupos (cardiovascular, câncer, respiratória crônica e diabetes), as DCNTs têm em comum fatores de risco modificáveis: tabagismo, consumo de álcool, inatividade física, alimentação não saudável e obesidade.

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas nos dias 19 e 20 de setembro de 2011, em Nova Iorque, terá uma Conferência de Cúpula para discutir a prevenção e o controle desse grupo de doenças. É uma oportunidade extraordinária para se priorizar o controle dessas enfermidades na agenda global e assegurar que chefes de governo se comprometam em aumentar significativamente os recursos para tratar a crescente incidência e prevalência das DCNTs e salvar milhões de vidas da morte prematura.
O Ministério da Saúde do Brasil lançou, dia 18 de agosto, o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) para o período 2011-2022, onde estão definidas e priorizadas as ações e os investimentos necessários para preparar o País para enfrentar e deter as DCNTs nos próximos dez anos. A meta é diminuir em 2% ao ano a taxa de mortalidade prematura pelas DCNTs. A presidente Dilma Rousseff, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o diretor-geral do INCA, Luiz Antonio Santini, estarão presentes à reunião.
Em dezembro de 2010, a ONU adotou unanimamente uma Resolução das Modalidades, delineando a duração, os detalhes e o programa de trabalhos da Conferência da Cúpula da ONU sobre DCNTs, entre eles:
• que os Estados-membros adotem um documento conciso sobre os resultados e com foco na ação ao final da Conferência de Cúpula;
• um chamado para que todos os Estados-membros da ONU sejam representados por chefes de Estado ou de Governo na Conferência e
• que os Estados-membros incluam a sociedade civil em suas delegações nacionais que participarão da Conferência.
Estão previstas três sessões temáticas de mesa redonda a serem realizadas durante a Conferência de Cúpula:
1. A crescente incidência, os desafios de desenvolvimento, entre outros, e o impacto social e econômico das DNTs e seus fatores de risco;
2. O fortalecimento das capacidades nacionais, bem como as políticas apropriadas, para abordar a prevenção e o controle de doenças não transmissíveis;
3. Incentivo à cooperação internacional, bem como à coordenação, para abordar as doenças não transmissíveis.
Assista ao vídeo da OMS: Unidos contra las enfermedades no transmisibles