Crianças brasileiras vão participar de estudo da OMS sobre fatores ambientais e câncer
Feb 8, 2012 -
A Organização Mundial da Saúde (OMS) iniciou neste mês estudo global sobre a relação entre fatores ambientais e o desenvolvimento do câncer infantil. O trabalho vai acompanhar 1 milhão de crianças em dez países, entre eles o Brasil, do nascimento até completarem 18 anos. Aqui, o estudo estará a cargo do Centro Infantil Boldrini, em Campinas (SP).
O hospital vai acompanhar 100 mil crianças em parceira com as Unidades Básicas de Saúde (UBS) da região. Segundo Silvia Brandalise, presidente da instituição, os benefícios do trabalho devem começar a ser observados dentro de dez a 15 anos.
"O objetivo é identificar a maior incidência de câncer a partir da exposição a derivados do benzeno ou a defensivos agrícolas. Esses riscos já são conhecidos, mas, com esse trabalho, poderemos definir melhor o impacto epidemiológico e fortalecer a correlação estatística entre os fatores causadores e a incidência da doença", explica.
Serão selecionadas mil gestantes, com incremento progressivo desse número até alcançar o total de 100 mil no prazo de dois anos e meio. Elas deverão responder a questionários sobre exposição a fatores de risco em quatro momentos: no primeiro e no segundo trimestres da gravidez e quando a criança completar seis meses e um ano e meio de idade.
Depois, haverá a notificação da ocorrência de doenças graves ou incomuns nas crianças acompanhadas. Segundo Sílvia, a cada ano, são esperados entre dez e 15 casos de câncer. "O estudo vai permitir identificar com detalhes os fatores ambientais associados a esses casos."
Além de casos de câncer, o hospital vai monitorar casos de malformação congênita e doenças da medula óssea, associadas à exposição a fatores de risco ambientais. (Fonte: Folha de S. Paulo)
Crianças brasileiras vão participar de estudo da OMS sobre fatores ambientais e câncer
Feb 8, 2012 -
A Organização Mundial da Saúde (OMS) iniciou neste mês estudo global sobre a relação entre fatores ambientais e o desenvolvimento do câncer infantil. O trabalho vai acompanhar 1 milhão de crianças em dez países, entre eles o Brasil, do nascimento até completarem 18 anos. Aqui, o estudo estará a cargo do Centro Infantil Boldrini, em Campinas (SP).
O hospital vai acompanhar 100 mil crianças em parceira com as Unidades Básicas de Saúde (UBS) da região. Segundo Silvia Brandalise, presidente da instituição, os benefícios do trabalho devem começar a ser observados dentro de dez a 15 anos.
"O objetivo é identificar a maior incidência de câncer a partir da exposição a derivados do benzeno ou a defensivos agrícolas. Esses riscos já são conhecidos, mas, com esse trabalho, poderemos definir melhor o impacto epidemiológico e fortalecer a correlação estatística entre os fatores causadores e a incidência da doença", explica.
Serão selecionadas mil gestantes, com incremento progressivo desse número até alcançar o total de 100 mil no prazo de dois anos e meio. Elas deverão responder a questionários sobre exposição a fatores de risco em quatro momentos: no primeiro e no segundo trimestres da gravidez e quando a criança completar seis meses e um ano e meio de idade.
Depois, haverá a notificação da ocorrência de doenças graves ou incomuns nas crianças acompanhadas. Segundo Sílvia, a cada ano, são esperados entre dez e 15 casos de câncer. "O estudo vai permitir identificar com detalhes os fatores ambientais associados a esses casos."
Além de casos de câncer, o hospital vai monitorar casos de malformação congênita e doenças da medula óssea, associadas à exposição a fatores de risco ambientais. (Fonte: Folha de S. Paulo)