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INCA comemora Dia Mundial do Câncer com seminário sobre mídias sociais e o controle da doença

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Feb 6, 2012 - Uma plateia interessada em aprender a usar as ferramentas de mídias sociais para ajudar no controle do câncer encheu o auditório principal do INCA na sexta, 3, para assistir ao seminário Mídias sociais no Controle do Câncer. A atividade fez parte da mobilização do INCA para o Dia Mundial do Câncer, 4 de fevereiro. Cinco especialistas em mídias sociais dividiram seu conhecimento com o público, formado por profissionais de gestão, assistência, prevenção e comunicação.

O evento foi aberto pelo diretor-geral do Instituto, Luiz Antonio Santini, que explicou que o objetivo do Dia Mundial do Câncer, instituído pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), é chamar a atenção das nações, líderes governamentais, gestores de saúde e da população em geral para o aumento da incidência da doença. Santini destacou que tanto a incidência como a mortalidade têm aumentado principalmente nos países mais pobres, constituindo-se o enfrentamento do câncer num desafio para o mundo.

Neste sentido, ele frisou que a informação é um tema crítico e que as novas mídias podem gerar tanto grandes oportunidades de comunicação como de gerar mais ruído do que sensibilização, dependendo da responsabilidade com que são usadas.

Fábio Gandour, cientista-chefe da IBM Brasil, cativou a platéia não só falando sobre “Ferramentas e tecnologias sociais para a comunicação e mobilização em saúde”, mas também com sua história pessoal. Afinal, ele mesmo venceu um câncer de próstata. Ele frisou que as tecnologias têm que ser usadas a serviço das pessoas. Marcos Cavalcanti, professor da Coppe/UFRJ,  propôs um novo significado para a sigla PAC – Programa de Aceleração do Conhecimento. “O conhecimento é o principal fator de produção do século XXI. A revolução do conhecimento que vivemos hoje tem a mesma dimensão que a revolução industrial teve no final do século XVIII. Não vivemos um era de mudanças. Vivemos, sim, uma mudança de era”, sentenciou.

Cavalcanti afirmou que sozinho ninguém é capaz de se atualizar em tudo. “A solução são as redes. Diferentemente de quando se compartilha terra, capital e trabalho, compartilhar conhecimento não empobrece; pelo contrário, enriquece todo mundo. A lógica da rede é a de colaboração.”

O publicitário Fernando Ramos, coordenador de redes sociais do Ministério da Saúde, trouxe sua experiência em mobilizações propostas em torno do controle da dengue, de incentivo à doação de sangue e do próprio Dia Mundial de Câncer, esta em parceria com o INCA. Parcerias com instituições públicas e privadas – como times de futebol – renderam grande adesão às campanhas do Ministério nas redes sociais. Uma das mais recentes foi o depoimento gravado pelo lutador de MMA José Aldo, na mobilização contra a dengue.

Encerrando o debate sobre “Nova comunicação e mobilização em saúde na prática: exemplos nas redes sociais / cases”, superintendente de Captação e Novos Recursos do Instituto Mario Penna, Marshall Garcia, demonstrou o sucesso do site Doe Palavras (doepalavras.com.br), criado para dar alento aos pacientes. Em menos de um ano, o site recebeu 1.648.325 mensagens, de pessoas de 133 países. Ele sugeriu a criação de um site semelhante, só que com mensagens de incentivo à prevenção, para fortalecer as estratégias do Dia Mundial do Câncer, que almeja reduzir em 25% o número de mortes por câncer e outras doenças não transmissíveis até 2025.

Moderando os debates, o evento contou com Graciana Fischer, coordenadora do Núcleo de Educação a Distância do Instituto Infnet-RJ.

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