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Brasil registra queda da taxa de mortalidade por alguns tipos de câncer

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Dec 1, 2014

O Brasil aumentou a sobrevida de pacientes diagnosticados com câncer de mama e de próstata, dois dos mais incidentes em todo o mundo. Os dados foram apresentados esta semana pelo estudo Concord-2 da revista de saúde inglesa The Lancet, que avaliou mais de 23,3 milhões de pessoas em 67 países. A pesquisa atribui o resultado brasileiro à expansão do acesso da população aos serviços de saúde, como exames de detecção e tratamentos.
 
Segundo o estudo, a taxa de sobrevida o câncer de mama no Brasil aumentou de 78%, em 2000, para 87%, em 2005, mesmo percentual registrado em países desenvolvidos, como os Estados Unidos. Para o câncer de próstata, o índice foi ainda maior, chegando a 96% de sobrevida, mais que o dobro se comparado à taxa no mundo, que é de 40%.
 
O diagnóstico precoce associado ao tratamento eficaz da doença foi apontado pelo Concord-2 como o principal avanço do Brasil. Para o câncer de mama, o aumento de sobrevida deve-se à redução na mortalidade pós-operatória com tratamento adequado. Já no caso do tumor de próstata, a melhoria foi relacionada diretamente à maior oferta do exame conhecido como Antígeno Prostático Específico (PSA), teste de sangue usado no diagnóstico da doença.
 
“O estudo reforça a importância da expansão da oferta de exames e do tratamento adequado. No caso do Brasil, sem dúvida, a existência de um sistema público de saúde foi fundamental para os avanços apontados pela revista inglesa. O governo federal tem investido não só na oferta de serviços no SUS, mas também na inclusão de medicamentos mais modernos", ressaltou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.
 
Atlas – O aumento de sobrevida constatado no estudo Concord-2 ocorre nos tipos de câncer com maior mortalidade no Brasil segundo o Atlas da Mortalidade 2014 lançado pelo Instituto Nacional do Câncer nesta sexta-feira (28). O Atlas informa valores brutos e taxas de mortalidade causadas pelos diferentes tipos de câncer até o ano de 2012 e permitirá, pela primeira vez, o recorte por municípios. Entre 2003 e 2012, a taxa de mortalidade por câncer em homens passou de 103,12 para 104,95 para cada grupo de 100 mil. Em mulheres o índice passou de 72,5 para 75,19 no período para cada 100 mil mulheres. Segundo o INCA, considerando correções quanto ao crescimento e envelhecimento da população, é possível avaliar os números como decréscimo.
 
O câncer de mama é o que causa a maior mortalidade entre as mulheres – com 12,1 mortes para cada 100 mil  – apesar de permanecer estável nos dez últimos anos, uma vez que em 2002, a taxa foi de 11,9 mortes. A detecção precoce do tumor e início rápido do tratamento aumentam as chances de cura. O câncer do colo do útero tem taxa de 4,72 mortes a cada 100 mil mulheres. 
 
“O Atlas é uma fonte segura para estudos epidemiológicos e também auxilia profissionais da saúde pública a determinar prioridades na criação de políticas públicas cada vez mais eficientes. Ele permite visualizar as taxas de mortalidade por câncer, fazer a análise da relação entre o óbito e estilo de vida, condições ambientais e diferenças populacionais. Também é possível obter séries históricas, conhecer diferenças regionais e desenhar as tendências da doença para os próximos anos", avalia a coordenadora-geral da Área de Atenção à Saúde das Pessoas com Coenças Crônicas, Patrícia Chueiri.
 
Pulmão – Entre os homens, o câncer de pulmão apresenta a maior taxa de mortalidade, seguindo a tendência mundial, uma vez que trata-se de um câncer agressivo e que geralmente apresenta os primeiros sintomas já em estágio avançado. Considerando a análise de uma década, os números apresentam tendência de queda. Em 2002, 16,42 a cada 100 mil morriam pela doença. Em 2012, a taxa foi de 15,54. No entanto, entre as mulheres, o índice saiu de 6,18 para 8,18 a cada 100 mil no mesmo período. Este aumento pode ser explicado pelo fato de 90% dos casos de câncer de pulmão estarem associados ao tabagismo. A expectativa é que a redução de fumantes no país, registrada nos últimos anos, influencie os índices futuros. 

O segundo câncer mais letal entre os brasileiros é o de próstata. As taxas se mantém estáveis: 12,4 a cada 100 mil, em 2002, para 13,65, em 2012. No Atlas é possível observar queda na taxa de mortalidade por câncer de estômago, terceiro no ranking de maior letalidade entre homens. Em 2002, 11,41 a cada 100 mil morriam em decorrência da doença. Em 2012, foram registradas 9,39 mortes. Além da melhoria do diagnóstico e tratamento, o avanço pode ser associado à melhoria da conservação dos alimentos pela população, com ampliação do acesso à geladeira e diminuição da exposição da bactéria Helicobacter pylori (H. pylori), que causa infecções que podem evoluir a câncer.

Investimentos - O investimento do Ministério da Saúde na assistência oncológica cresceu quase 40% em três anos, totalizando R$ 2,8 bilhões em 2013. A expansão dos recursos resultou no maior acesso ao diagnóstico precoce e tratamento, bem como inclusão de medicamentos mais modernos (seis novos medicamentos passaram a ser oferecidos no SUS desde 2011). Houve aumento de mais de 20% na realização de radioterapia e quimioterapia entre 2010 e 2013, chegando a 10 milhões de procedimentos radioterápicos e 2,7 milhões de quimioterapia. Atualmente, o SUS oferta tratamento oncológico em 283 unidades hospitalares em todo país.
 
(Fonte: Agência Saúde)

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