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INCA alerta para alimentos ultraprocessados e mostra como os consumidores podem se proteger

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Mar 31, 2017

O incentivo para se voltar a cozinhar em casa, como uma tarefa da família, faz parte das ações e políticas intersetoriais para frear a epidemia de sobrepeso e obesidade que vem afetando a população em países desenvolvidos e em desenvolvimento. O principal benefício é o acesso à comida de verdade e mais saudável, reduzindo o desequilíbrio entre calorias consumidas e calorias gastas, prevenindo vários tipos de câncer.

Esse foi o tema central do seminário em celebração ao Dia Nacional da Saúde e Nutrição, 31 de março, promovido pelo INCA. Além de apresentações técnicas, o encontro contou com a presença da chef Rita Lobo, Chef Rita Lobo deu dicas de alimentação saudávelque falou de uma forma simples como comer de forma saudável. Ela fez questão de dizer que consumir alimentos diet e light não é o caminho para ter uma alimentação saudável e sim comer comida de verdade, como arroz e feijão. “As pessoas me perguntam muito no Twitter: ‘O que devo comer para emagrecer?’. E eu respondo: ‘Menos’."

O evento foi organizado pela Unidade Técnica de Alimentação, Nutrição e Câncer do INCA, que está completando 10 anos. Na ocasião foi lançado um vídeo sobre obesidade infantil.

O médico Carlos Augusto Monteiro explicou de forma bem didática o que são os alimentos ultraprocessados, que, na verdade, nem deveriam ser chamados de alimentos: são produtos para comer que têm uma quantidade mínima de alimentos e uma quantidade enorme de aditivos, como saborizantes, espessantes, emulsificantes etc para dar aparência, textura e gosto de comida a essas misturas. Eles foram criados para substituir os alimentos naturais, que devem ser a base da alimentação.Monteiro explicou que os ultraprocessados têm uma longa lista de ingredientes que não temos na nossa cozinha

Uma dica do médico foi olhar a lista de ingredientes: os ultraprocessados são compostos por pelo menos meia dezena de itens, a maioria que ninguém tem na sua cozinha. Outra forma fácil de identificar os ultraprocessados é pensar em produtos que podem ser consumidos a qualquer hora e lugar, pois já vêm prontos, como bebidas açucaradas e salgadinhos. “São produtos que podem ser comidos enquanto se faz outra atividade", disse, exibindo fotos de pessoas comendo e dirigindo ao mesmo tempo.

O assessor regional de Nutrição e Atividades Físicas da Opas, Fabio Gomes, chamou a atenção para a importância da diversidade no campo para que os alimentos possam manter sua gama de micronutrientes. “Se você pegar uma planta saudável como a quinoa e tirá-la do seu habitat, ela vai deixar de expressar seus benefícios. Quanto maior a área de plantio de uma cultura, menor a quantidade de micronutrientes", destacou.
Fabio também frisou a importância da regulação da publicidade do setor, não só para produtos destinados a crianças. “O Chile foi o primeiro país da América Latina a banir personagens infantis das embalagens de cereais destinados a esse público", citou.

Também fizeram palestras o coordenador de Assistência do INCA, Gélcio Mendes, que falou da relação entre obesidade e tratamento do câncer; Bruna Pitasi, nutricionista da Coordenação-geral de Alimentação e Nutrição da SAS/MS e Inês Rugani Ribeiro de Castro, professora de Nutrição da Uerj e coordenadora do Núcleo de Alimentação e Nutrição em Políticas Públicas da universidade. Para esta última, “para comer a comida de verdade é preciso conhecer a verdade sobre a comida".

(Matéria atualizada em 04/04/2017)

 

 

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