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Tabaco prejudica desenvolvimento e avaria sustentabilidade

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Jun 2, 2017 - O consumo de produtos de tabaco gera algum beneficio para seus usuários? Estaria a produção de tabaco alinhada com os princípios da economia sustentável, com a promoção da saúde e qualidade de vida do ser humano incluindo o homem do campo engajado nessa atividade? Perguntas como estas motivaram a Organização Mundial da Saúde a escolher o tema “Tabaco: uma ameaça ao desenvolvimento" com o objetivo de promover reflexões sobre a relação entre o tabagismo e desenvolvimento.

O custo do tabagismo assim como sua influência devastadora sobre a perda de produtividade no trabalho urbano e rural influencia negativamente os números da economia brasileira.

O Brasil tem prejuízo anual de R$ 56,9 bilhões com o tabagismo. Desse total, R$ 39,4 bilhões são gastos com despesas médicas e R$ 17,5 bilhões com custos indiretos ligados à perda de produtividade, causada por incapacitação de trabalhadores ou morte prematura.

A arrecadação de impostos com a venda de cigarros no país é de R$ 12,9 bilhões, o que gera saldo negativo de R$ 44 bilhões por ano.

Os números são robustos, e foram divulgados no estudo inédito “Carga de doença atribuível ao uso do tabaco no Brasil e potencial no impacto no aumento de preços por meio de impostos", realizado com base em dados de 2015, e anunciados pelo Instituto Nacional do Câncer José de Alencar Gomes da Silva, e Secretaria-Executiva da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, Conicq, em evento comemorativo do Dia Mundial sem Tabaco, no Rio de Janeiro.

“Isso descontrói o discurso frequentemente usado pela indústria tabagista, de que se trata de uma atividade socialmente responsável, que traz recursos para o país", informa Tânia Cavalcante, secretária-executiva da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (Conicq).

“Essa indústria gera uma série de despesas evitáveis, muito superiores aos recursos por ela gerados.", acrescentou Cavalcante.

Cavalcante pontua que o Brasil é signatário da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco, iniciativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) que determina a adoção de uma série de medidas intersetoriais para controlar o tabagismo. “Sendo assim, o país precisa ter uma política de desenvolvimento coerente com essa visão", acredita.

Ela recorda que empresas tabagistas chegaram a receber recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), e que alguns estados, como o Rio Grande do Sul, oferecem incentivos fiscais para que se instalem lá. E que algumas delas são nacional e internacionalmente reconhecidas por seus projetos de responsabilidade social e sustentabilidade.

“No entanto, trata-se de uma atividade insustentável em sua essência, pois provoca óbitos e doenças que sem o cigarro seriam evitáveis, além de gerar inúmeros problemas ambientais pelo cultivo do tabaco", diz Cavalcante.

O estudo o impacto caso o quadro mudaria radicalmente caso o Brasil priorizasse o artigo 6º da CQCT, que aborda os preços e os tributos, como política eficaz para reduzir o consumo de tabaco, principalmente entre os jovens.

Em caso de elevação de 50% no preço dos cigarros, a medida evitaria mais de 130 mil mortes, 500 mil infartos, 100 mil AVCs e quase 65 mil casos de câncer, além de ganhos econômicos de R$ 97,9 bilhões com o aumento da arrecadação tributária e a diminuição dos gastos com a saúde e da perda de produtividade.

 Os números são devastadores, e superam aspectos defendidos pela economia do tabaco, seja do ponto de vista de geração de renda e exportações passando pela aceitação social e licitude da droga, ou até filosófica, a partir de uma suposta liberdade de escolha.

Fonte: SE-Conicq

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