Apresentação - O câncer do colo do útero é o segundo mais incidente na população feminina mundial e brasileira, excetuando-se os casos de câncer de pele não melanoma. Políticas públicas para seu controle vêm sendo implementadas no Brasil desde meados dos anos 80, com as bases programáticas para atenção integral à saúde da mulher (MS/1984) e, posteriormente, com a implantação do Programa Viva Mulher (MS e INCA, 1998).


A priorização do controle do câncer do colo do útero na agenda da saúde foi reafirmada na Política Nacional de Atenção Oncológica (MS/2005), e o desafio atual é garantir a qualidade das ações de rastreamento e de tratamento no contexto de atenção integral à saúde da mulher.


As diretrizes técnicas aqui apresentadas atualizam as bases do Programa Viva Mulher, segundo a linha de cuidados no controle do câncer, e apresentam o papel e as ações do gestor federal nesta área. Espera-se que o Programa ofereça subsídios para orientar o planejamento das ações no enfrentamento das questões ainda existentes para o avanço do controle do câncer do colo do útero no país.

 

O câncer do colo do útero é caracterizado pela replicação desordenada do epitélio de revestimento, comprometendo o tecido subjacente (estroma) e podendo invadir estruturas e órgãos contíguos ou à distância. Há duas principais categorias de carcinomas invasores do colo do útero, na dependência da origem do epitélio comprometido: o carcinoma epidermóide, tipo mais incidente e que acomete o epitélio escamoso, e o adenocarcinoma, tipo mais raro e que acomete o epitélio glandular.

Câncer do Colo do Útero - É uma doença de desenvolvimento lento que pode cursar sem sintomas em fase inicial e evoluir para quadros de sangramento vaginal intermitente ou após a relação sexual, secreção vaginal anormal e dor abdominal associada com queixas urinárias ou intestinais nos casos mais avançados.