STATUS DA POLÍTICA
Mortalidade no Brasil

Carga do tabagismo

A carga do tabagismo em 2015, em termos de mortalidade, morbidade, custos da assistência médica das principais doenças relacionadas ao consumo de produtos de tabaco no Brasil e custos indiretos relacionados a perda de produtividade atribuída ao tabagismo aponta que naquele ano, o tabagismo foi responsável por pelo menos:

  • 156.216 óbitos (12,6% do total de mortes anuais);

  • 470.666 infartos agudos do miocárdio e outros eventos cardiovasculares (43% do total de eventos);

  • 378.594 novos casos de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (34 %do total de eventos)

  • 59.509 acidentes vasculares cerebrais (5% do total de eventos)

  • 46.650 novos diagnósticos de câncer (4% do total de eventos)

  • 4.203.389 anos de vida perdidos a cada ano por morte prematura e incapacidade

  • R$ 39,4 bilhões de custos médicos diretos, o equivalente a 8% de todo o gasto com saúde

  • R$ 17,5 bilhões em custos indiretos decorrentes da perda de produtividade devida à morte prematura e incapacidade.

  • 56,9 bilhões de reais são perdidos a cada ano devido a despesas médicas perda de produtividade devido ao tabagismo.

“Estima-se que durante o ano de 2015, o tabagismo foi responsável por 156.216 mortes (428 mortes ao dia). Este valor representa 12,6% do total das mortes que ocorrem no Brasil anualmente. Um total de 16% das mortes relacionadas com doenças cardiovasculares e 13% por ACV também podem ser atribuíves ao tabagismo. Estes percentuais são bem mais elevados para as doenças respiratórias, como DPOC (74%) e superiores para o câncer de pulmão (78%). Também, 13% das pneumonias e 33,6% das mortes por outros cânceres são atribuíveis ao tabagismo.” (Pinto, M et al., 2017)

“As doenças que apresentaram os maiores custos diretos foram DPOC, as doenças cardíacas por sua prevalência elevada, e as neoplasias - principalmente o câncer de pulmão - por sua alta fração atribuível e elevado custo da assistência médica. Estes resultados representam para o país uma perda anual de R$ 56.898.155.567, ou 0,96 % de todo o PIB nacional. A arrecadação fiscal pela venda de derivados do tabaco foi em 2015 de aproximadamente R$ 13 bilhões,64 um montante que cobre apenas 33% dos custos diretos provocados pelo tabagismo ao sistema de saúde, e que representa apenas 23% do gasto total atribuível ao tabagismo” (Pinto, M et al., 2017).

Tabagismo e câncer de pulmão

O Atlas de Mortalidade por Câncer do INCA estima a ocorrência de  18.740 casos novos de câncer de pulmão entre homens e 12.530 entre mulheres para cada ano do biênio 2018-2019, no Brasil. Em 2015, ocorreram 26492 óbitos por câncer de pulmão.  

Observa-se que a taxa de mortalidade por câncer de pulmão entre homens era de 12,96 mortes/100 mil em 1979 alcançando em 2013 a taxa de 16.12 mortes/100 mil. Em 2004 observa-se um pico de 17.47 mortes/100 mil.

Entre mulheres a taxa de mortalidade por câncer de pulmão apresenta uma grande elevação com a taxa de 3.61 mortes/100 mil em 1979 e de 8,60 mortes/100 mil em 2013.  Entre 1995 e 2013 o câncer de pulmão mantem-se como o segundo tipo de câncer que mais matou as mulheres, depois do câncer de mama. Em 2004 a mortalidade proporcional por câncer de pulmão por grupo etário chegou a mais de 25% no grupo entre 40 e 59 anos de idade, o que aponta para o custo social do tabagismo.


Atlas de On-line de mortalidade:

https://mortalidade.inca.gov.br/MortalidadeWeb/pages/Modelo01/consultar.xhtml