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Colo do Útero

Diagnóstico

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Anamnese
Deve ser dirigida principalmente aos fatores de risco e aos sinais e sintomas relacionados ao câncer.

Exame físico
Deve incluir palpação do fígado, regiões supraclaviculares e inguinais para excluir metástases quando se estiver diante de doença localmente avançada.


Exame especular

Pode mostrar lesão exofítica, endofítica, ulcerativa ou polipóide, porém, se o tumor se origina do epitélio glandular no canal cervical, a ectocérvice pode parecer macroscopicamente normal. O tamanho da cérvice é melhor determinado pelo toque retal, o qual também é necessário para detecção da extensão da doença ao paramétrio.


Citologia oncótica

É o principal método de rastreamento do câncer cervical, embora o tecido necrótico, sangramento e células inflamatórias possam prejudicar a visualização de células neoplásicas. A taxa de falso negativo da citologia pode ultrapassar 50%. Assim, um esfregaço negativo em uma paciente sintomática nunca deve ser considerado como resultado definitivo.


Colposcopia e biópsia dirigida
São etapas fundamentais na propedêutica do carcinoma invasor inicial do colo uterino, tendo a primeira a finalidade de delimitar a extensão da doença no colo e na vagina e a segunda, a confirmação do diagnóstico.

A biópsia torna-se relevante quando o exame histopatológico confirma lesões francamente invasivas, porém, necessitará complementação toda vez que a profundidade de invasão for menor do que 5 mm e a extensão inferior a 7 mm (microinvasão). Nesses casos, estará indicada a biópsia alargada, a conização ou a exérese da zona de transformação (EZT), na dependência do aspecto macroscópico e/ou colposcópico.

O médico deve preencher o prontuário com a representação gráfica da lesão, tamanho, localização e extensão da mesma, e com indicação dos locais em que foram realizadas as biópsias.

Exames básicos
• Hemograma completo
• Coagulograma
• Glicose
• Ureia
• Creatinina sérica
• Eletrólitos
• Urinálise
• Raios X de tórax
• Eletrocardiograma (ECG)
• Anti-HIV com consentimento da paciente
• Transaminase Glutâmica Oxalacética (TGO), Transaminase Glutâmica Pirúvica (TGP), fosfatase alcalina (opcional)

 

Outros exames de avaliação
Marcadores virais de hepatites B e C (opcional).
A extensão da doença é primordial para planejamento do tratamento. Por isso, os exames de imagem são preconizados para definição mais acurada da avaliação da extensão da doença ou estadiamento, principalmente nos estádios mais avançados.

Quando, na avaliação inicial, suspeita-se de doença avançada, possibilidade de hidronefrose, comprometimento linfonodal paraaórtico ou se há dúvida quanto ao comprometimento parametrial, pode-se complementar a propedêutica de acordo com cada caso.


Ultrassonografia abdominopélvica: não permite avaliação linfonodal, portanto, está indicada somente nos estádios iniciais até IB1 ou quando não houver possibilidade de outro exame de imagem.

Tomografia computadorizada abdominopélvica: é um exame opcional que permite avaliação hepática, do trato urinário, de estruturas ósseas, bem como avaliação de linfadenomegalias. Se disponível, deve ser solicitada a partir do estádio IB2.

Ressonância magnética: é capaz de determinar o tamanho tumoral, status linfonodal, extensão parametrial e profundidade de invasão estromal. É um exame opcional, nem sempre disponível nas unidades de saúde.

Uretrocistoscopia e retossigmoidoscopia: são exames opcionais, estando indicados quando houver suspeita de envolvimento, respectivamente, da bexiga ou do reto.


Fonte:
Serviço de Ginecologia – Rotinas Internas do INCA

 

Classificação de Tumores Malignos (TNM)

 

Como diagnosticar

 

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